Fazendo meu Filme #Resenha

Olá queridos leitores 📖

A série de livros Fazendo meu Filme da Paula Pimenta é um sucesso e com razão! ❤
Sabe aqueles personagens que você faz amizade logo de cara, foi assim com a Fani Castelino Belluz. Uma série com todas as emoções possíveis, mudanças de fases, amizades, alegrias e tristezas da vida. É aquele livro que você aprende lições de vida com os erros e acertos dos personagens. Ainda tem frases incríveis de filmes de amorzinho, como a Fani diz, vários eu ainda não tinha visto e já foram pra minha lista, e também dicas de músicas por meio dos cds do Léo. Virei muito fã dessa série brasileira!

Mas do que se trata exatamente os livros?

O livro 1️ “A estreia de Fani”

Nos apresenta a sua rotina, gostos, anseios e problemas da fase da adolescência. No geral a sua vida é muito agradável, tem ótimos amigos, vai ao cinema com frequência, só a vida amorosa é uma bagunça… Mas não se engane, muito coisa acontece pra ficar mais bagunçada ainda…

Livro 2️ “Fani na Terra da Rainha”

Simplesmente ameiiii o segundo livro, era meu sonho fazer intercâmbio, pena que pra mim não rolou. Já a Fani não queria ir a princípio, foi ideia da mãe dela, porém, mesmo deixando uma paixão no Brasil foi viver essa aventura. Muitas coisas acontecem e são maravilhosas as descrições de tudo, dos lugares, final maravilhoso também.

Livro 3️ “O roteiro inesperado de Fani”

Nossa esse foi de matar meu coração! A Fani na fase adulta, 18 anos, de volta ao Brasil, tendo que encarar várias mudanças, o vestibular, o Léo e tudo mais. Aquela fase decisiva com escolhas difíceis de se fazer para o rumo da vida.

Livro 4️ “Fani em busca do final feliz”

A mãe da Fani queria que ela fizesse Direito, mas ela consegue realizar seu grande sonho de fazer Cinema, em meio a uma situação complicada, o que começou como pesadelo de terminar com o namorado dos sonhos de uma forma horrível, a levou para Los Angeles para uma bolsa de estudos incrível. E o desfecho da história toda chega após a Fani formada e não poderia ter sido melhor.

5 estrelinhas 🌟🌟🌟🌟🌟

Já leram essa série? Qual o livro favorito de vocês? Agora tô ansiosa pra ler o último livro “Lado B” 😍

Com amor,

Morgana.

Looks combinando com livros!

Olá queridos leitores! 😍📚

Hoje eu postei no instagram do blog @blogdamorgan, esse desafio muito legal, de montar looks combinando com livros. Amo a junção dessas duas coisas moda e livros, ainda mais que eu sempre entro no universo do livro que estou lendo. Confira o resultado:

Gostaram ? Qual o preferido de vocês ?

Deixe-me apresentar você! #Resenha

Olá queridos leitores! ❤️📖

Gente esse livro fala tanta coisa interessante, que não vai caber aqui na resenha. Ao ler eu me senti numa psicóloga, pois é uma leitura que nos faz entender e solucionar nossos próprios conflitos internos, é realmente transformador.

Autora: Talitha Pereira

Editora: Vida

O livro nasceu da experiência da pastora Talitha Pereira em lidar com os problemas mais corriqueiros encontrados por nós, mulheres, com relação a nossa própria identidade, medos, anseios, frustrações e mentiras arraigadas no consciente e inconsciente feminino. A cada capítulo o livro trás espaços para escrevermos as nossas reflexões e responder algumas perguntas.

Identidade

A autora faz uma análise da história de Mefibosete, neto de Saul e filho de Jônatas (2 Samuel 9.6-8), que mesmo tendo sangue real, ele próprio se via como um cão morto e morava num lugar de miséria, de esquecimento “Lo-debar”. Mefibosete não se via como príncipe, neto de um rei, e isso se devia ao fato de ele ser aleijado.”Sua autoimagem tem poder de determinar o seu destino!””Você é o que Deus falou! Usufrua seu direito ao palácio e abandone essa vida de escrava!””Celebre quem você é”

Expectativas

“Deus não tem filhos prediletos; ele tem propósitos diferentes para cada um de seus filhos.”Este capítulo nos ensina a sermos livres do papel de coadjuvante, a sermos protagonistas da nossa própria história. A não termos inveja dos outros, mas sim celebrarmos as nossas conquistas e entender que cada um tem o seu propósito.”Se você não tem um bom exemplo na sua família, seja você o exemplo!”

Singularidade

“Deus pode odiar o que você faz e, mesmo assim, amar você intensamente.”” O amor exagerado de Deus por nós não é uma muleta para o pecado, mas um impulso para a santidade!”Reconheça a voz correta!”Toda vez que você escuta a voz correta e usa as armas certas, feitas para você, tudo da certo.”

Pensamentos

Aqui a autora nos leva a ajustar nossa mente, nos ensinando a vencer a autodepreciação, a autopiedade e os pensamentos destrutivos .” A grande destruidora da nossa própria autoestima somos nós mesmas.”” Transforme os seus problemas em oportunidades!”

Atitudes

O livro nos mostra como ter as atitudes de transformação. Através da sinceridade em não colocar a culpa na genética, a focar no poder de Deus, nas promessas, no progresso, não nas dificuldades.

Potencial

” Não fique esperando o cenário perfeito. É aí mesmo onde você está que Deus vai usar o seu potencial.”

“O que separa o sucesso do fracasso não é a falta de potencial; é a falta de disciplina.”

Essência

E por fim, fechando com chave de ouro, a pastora ensina, através da história da Rainha Ester, que não podemos perder a essência do propósito, a essência da humildade, e a do reino.”Olhar-se no espelho e encarar a si mesma com todas as suas dores, angústias e medos é um processo doloroso. No entanto, quando crescemos, nos tornamos melhores, nos desenvolvemos!”

Recomendo não apenas ler, mas ler, reler e viver os ensinamentos desse livro. ❤️

Com amor,

Morgana.😘

Relacionamentos Perigosos #Resenha

🐠Neste livro o autor desenvolve uma teoria chamada síndrome do Betta. Ele destrincha o comportamento do peixe Betta e compara com alguns relacionamentos perigosos entre pessoas.

O Peixe Betta é famoso e bastante escolhido devido a sua grande beleza, mas ele herdou esse nome de uma tribo, Ikan Bettah, bastante hostil e violenta.
“Pessoas Bettas sempre serão visitas exibindo algum tipo de talento, atributo e/ou beleza física. Porém, isso não a define como uma portadora da síndrome, mas sim os ataques direcionados a outras pessoas que se aproximem com as mesmas qualidades.” (p. 27)
O peixe Betta é forte, resistente e independente, mas com o único objetivo de se manter, nunca ajuda outros. Ele é o oposto do relacionamento. Ele mata todos que se aproximam, até mesmo a fêmea da mesma espécie corre risco de morte, ela tem que ser colocada com muito cuidado no aquário apenas para o acasalamento e em seguida imediatamente tirada, para não ser morta.

No aquário do Betta não pode ter outro peixe, pois ele mata.

“A síndrome do Bettah faz as pessoas que deveriam estar juntas, ficarem separadas por muros e paredes.” (p.41) Que é o contrário do que Deus nos orienta. “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Salmos 133:1)
O Betta gosta de ficar só no aquário, mas isso é provocado pelas posses que ele não quer compartilhar, como espaço, comida, atenção.
As pessoas Bettas não são diferentes, quando percebem uma possível ameaça de alguém se aproximando do seu espaço (bens, liderança ou que outro comece a ter o reconhecimento que antes só ele tinha), mesmo que ela não perceba, os sinais de sua insatisfação ficam muito evidentes. Um bom observador notará em sua fala, seu semblante e linguagem corporal.
No decorrer do livro o autor mostra como a síndrome do Betta esteve presente na vida de algumas pessoas bem conhecidas: Caim, Saul, Absalão, Herodes, Satanás e outros.
Essa leitura é uma ferramenta para nos abrir os olhos e nos permitir enxergar como estão sendo os nossos relacionamentos, se perigosos ou não. Para nos previnir de ter sentimentos e desejos nocivos, como chegar ao topo e ser melhor que os outros. Mas sim, desenvolvermos nossos talentos e virtudes para ser benção na vida dos outros.
Para Deus todos somos iguais. E por isso o Betta não vive os planos de Deus, porque está ocupado em querer ser mais do que o outro.
O que pode curar essa síndrome é a mudança de pensamento, e no decorrer dos parágrafos o livro trás versículos da bíblia para mostrar como devemos agir para convivermos da melhor forma, de forma saudável.
🐠
” …se possível, quando depender de vocês, tende paz com todos;” (Romanos 12:18)

O Homem Cobra #Resenha

🐍A personagem principal Sofia, é uma adolescente do último ano do ensino médio. Tímida, sem amigos e vida amorosa ruim também. Sua aparência era acima dos padrões de beleza, mas isso não a tornava popular, muito pelo contrário, ao andar na sala, pés eram colocados na frente para ela cair. Na quadra, bolas vinham “erradas” na cara dela. Era empurrada “sem querer”. E pra piorar a sua avó estava com câncer.

E então, para fugir um pouco dessa situação horrível na escola, Sofia, contra a vontade da sua mãe, que queria que ela estudasse, foi morar com sua amada avó, por alguns dias, para ajudá-la.
No jardim da sua vó encontra uma enorme cobra píton exuberante de olhos azuis. Acontece que a cobra parecia inofensiva e a ficava encarando com os vidrantes olhos azuis. Resolveu tirar uma foto e não pode acreditar no que estava vendo no seu celular. Foi então que começou as descobertas de um mundo novo.

A cobra na verdade é Augustus, um príncipe de uma outra sociedade, a dos homens cobras, para onde ele acaba levando Sofia. Mas lá ela também não encontrou nenhuma facilidade, era uma escrava humana e a sua beleza não era nada comparada com a das mulheres cobras…
Eu amei esse livro! Criativo ao extremo, muito bem escrito pela brasileira J.Spagatas, roteirista, escritora e psicóloga. Achei diferente de tudo que já li. A narrativa traz o ponto de vista de cada personagem, cada capítulo é narrado por um personagem, o que eu simplesmente amei, pois dá pra sentir as emoções de cada um, e não fica apenas uma versão da história, contada por uma personagem.

Recomendo demais a leitura! Tenho certeza que vocês vão gostar. ❤️

A Escolha de Jake

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Editora: BV Filmes

Classificação: Romance/Ficção

Autores: Jim e Rachel Britts.

Nota: ⭐⭐⭐⭐ 4/5

A escolha de Jake é o segundo livro da série Para Salvar uma vida, mas que infelizmente ainda não foi transformado em filme.

No primeiro livro, que surgiu do filme Para Salvar uma vida, Jaker Taylor tinho tudo, boa aparência, popularidade, habilidades de um astro nos esportes e a garota mais bonita da escola. Porém, após o suicídio do seu amigo de infância, que atirou em sua própria cabeça dentro da escola bem na frente de Jake, a vida deu uma reviravolta e o desafiou a fazer a diferença nas vidas de jovens solitários e feridos.

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Agora, nesse segundo livro, depois de formado na escola, com uma nova fé e uma bolsa de estudos, Jake vai para Louisville a fim de começar a vida como universitário. Mas, teve que deixar tudo para trás, sua namorada, sua filha, seus pais, seus amigos e o apoio de seu pastor.

Separados por muitos quilômetros, Jake e Amy percebem que suas vidas seguem direções diferentes. Amy fica mais próxima de Andrea e começa a cuidar de um grupo de meninas adolescentes da igreja, e, entre elas faz amizade com uma menina que tem segredos traumáticos, isso a faz procurar o pai que a havia abandonado. A posição de Jake no time de basquete o leva a frequentar festas com lindas garotas… e uma escolha que abalará as suas estruturas. Quando tudo o que Jake acredita é provocado, ele começa a deixar sua fé de lado e voltar ao estilo de vida que pensava ter deixado para trás. O que começa a abalar profundamente o relacionamento dele com a Amy, provocando o risco de mudar toda a trajetória de sua vida. Afinal:

“Uma escolha pode mudar tudo…”

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Gostei muito da forma como a história é contada, das mensagens de celular trocadas, que trazem a história para a nossa realidade. Gostei de acompanhar a mudança na vida da personagem Amy, gostei de tudo, só não gostei de o livro não ter um final. Socorro! Preciso comprar o último livro: “Tudo ou Nada”.

Beeeijos,

Morgana.

Direito e a Moral em As Crônicas de Nárnia

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Pensa em uma pessoa que ficou feliz, quando o professor de hermenêutica jurídica passou um trabalho sobre o direito e a moral em as Crônicas de Nárnia!! Logo eu que sou fã demais.  ♥

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C.S. Lewis – Clives Staples Lewis (1898 – 1963) foi professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge e de Oxford. Sua obra As Crônicas de Nárnia, é uma série composta por sete livros, que se tornou uma das maiores referências da literatura infanto-juvenil de todos os tempos.

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A série é composta por: (1) O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, (2) Príncipe Caspian, (3) A Viagem no Peregrino da Alvorada, (4) Cadeira de Prata, (5) O Sobrinho do Mago, (6) O Cavalo e seu Menino, e (7) A Última Batalha. No entanto, esta ordem é feita a partir das publicações. Lewis propôs uma outra ordem depois – cronológica da história, sugerida por um de seus leitores mirins – com O Sobrinho do Mago iniciando a obra, seguido de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa; O Cavalo e seu Menino; O Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; Cadeira de Prata e A Última batalha.

Para quem ainda não conhece a história segue o resumo, para que consiga entender a análise do Direito e a Moral. E quem já conhece pode pular para a análise, mais abaixo.

Em o livro “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa” Lewis conta como quatro crianças (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), na época da Segunda Guerra Mundial, vão para a casa de um misterioso professor. Lá, brincando de esconde-esconde, a caçula Lúcia entra em um guarda-roupa e descobre “Nárnia”, uma terra de outra dimensão, habitada por seres fantásticos.

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Em Nárnia, Lúcia topa com um fauno, o Sr. Tumnus, à luz de um poste, que a convida para um chá em sua toca. O fauno conta várias histórias acerca de Nárnia para Lúcia, incluindo o feitiço da Feiticeira Branca, pelo qual é sempre inverno e nunca Natal. Embora todos os habitantes tivessem recebido a missão de denunciar todo e qualquer “Filho de Adão” ou “Filha de Eva” que por lá aparecesse, caso contrário seriam transformados em estátua de pedra, o fauno não consegue fazê-lo e traz Lúcia de volta ao mundo do outro lado do guarda-roupa.

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Lúcia, então, volta para seu mundo e percebe que seus irmãos estão no mesmo ponto da brincadeira. Ou seja, o tempo não havia passado na Terra. Para decepção de Lúcia, porém, nenhum dos irmãos acredita na sua história. Edmundo zomba de Lúcia, mas, no outro dia, seguindo a irmã, também acaba descobrindo Nárnia. Edmundo topa com a Feiticeira Branca, a Rainha de Nárnia, que lhe oferece um manjar turco com uma condição: Edmundo teria que trazer seus irmãos para Nárnia.

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No dia seguinte, todas as crianças acabam em Nárnia, após entrarem no guarda-roupa. Em Nárnia, os quatro são recebidos por um castor falante. Esse castor acolhe as crianças em sua casa e explica a antiga profecia de Nárnia: quando os quatro filhos de Eva ali chegassem, seria o sinal de que o leão Aslam estava chegando para resgatar o mundo de Nárnia de seu feitiço.

Logo depois, todos se dão conta do sumiço de Edmundo, e o castor deduz que ele foi ao encontro da feiticeira, determinando que todos partissem para a Mesa de Pedra. Edmundo chega ao castelo da Feiticeira e descobre vários seres de Nárnia petrificados pelo feitiço da Rainha. Ao descobrir que Edmundo não trouxe os irmãos nem as informações necessárias para evitar a chegada de Aslam, a feiticeira resolve usá-lo como refém e partir imediatamente para a Mesa de Pedra.

Nesse meio-tempo, as crianças e os castores encontram no meio do caminho seres mitológicos e o Papai Noel, que anuncia que Aslam está a caminho. A neve de Nárnia começa a derreter. As crianças, ao chegarem à Mesa de Pedra, encontram Aslam. O Leão convoca todos os narnianos para uma batalha contra as hostes da Feiticeira. Os narnianos conseguem libertar Edmundo.

A Feiticeira envia um recado à Aslam lembrando-o que, de acordo com a lei inscrita na Mesa de Pedra, ela tem direito ao sangue de todo traidor. Aslam negocia com a Feiticeira as condições para a salvação de Edmundo.

Aslam, então, morre no lugar de Edmundo e cumpre a lei de Nárnia. As meninas Lúcia e Susana, no entanto, testemunham a ressurreição de Aslam e a quebra da Mesa de Pedra, pois uma lei mais antiga – que foi esquecida pela Rainha – estabeleceu que todo aquele que morresse no lugar de um inocente iria ressuscitar.

Aslam vai ao castelo da Feiticeira, onde Pedro lidera a batalha contra as hostes da Feiticeira. Com o reforço de Aslam, os narnianos derrotam as forças do mal, e as estátuas voltam à vida. Edmundo é perdoado por todos. Uma grande festa encerra a história com a coroação dos quatro meninos como reis e rainhas de Nárnia. Passados vários anos em Nárnia, as crianças tornam-se adultas e por acaso encontram novamente o guarda-roupa pelo qual tinham ingressado em Nárnia. Elas retornam ao seu mundo de origem e descobrem que o tempo não havia passado. Eram crianças novamente.

Análise:

Em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, Lewis critica o secularismo moderno. Quando as crianças visitam pela primeira vez a casa do professor, todos, exceto Lúcia, têm um preconceito contra qualquer possibilidade que transcenda a experiência do dia-a-dia. Quando Lúcia afirma ter encontrado outro mundo através do fundo de um guarda roupa, todos logo imaginam que esteja mentindo ou louca. Acham que só existem essas duas possibilidades, embora todas as evidências contradigam ambas (Lúcia é muito honesta e sempre coerente). Eles não levam à sério uma terceira possibilidade, a de que Lúcia esteja dizendo a verdade, pois, diante de sua filosofia, uma coisa assim não poderia existir.

C.S. Lewis apresenta uma ordem jurídica simples em As Crônicas de Nárnia. Essa ordem é regida pela Magia Profunda, a “lei de Nárnia”. Essa lei tem importância central na narrativa, uma vez que conduz o principal acontecimento no livro O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa: o sacrifício de Aslam.

Edmundo trai seus irmãos e acaba nas garras da Feiticeira, que o aprisiona. Edmundo, contudo, acaba sendo libertado. A Feiticeira, então, lembra o leão Aslam da lei antiga que lhe dava o direito sobre o sangue de todos os que cometessem uma traição em Nárnia. E, em Nárnia, a traição deveria ser paga com a própria vida:

– Há um traidor aqui, Aslam! – declarou a feiticeira.
– Não foi bem a você que ele ofendeu – disse Aslam.
– Já se esqueceu da Magia Profunda? – perguntou a feiticeira.
– Digamos que sim – replicou Aslam, solenemente. – Fale-nos da Magia Profunda.
– Falar-lhe da Magia Profunda?! Eu?! – disse a feiticeira, numa voz ainda mais aguda. – Falar-lhe do que está escrito nessa Mesa de Pedra aí ao lado? Falar-lhe do que está
escrito em letras do tamanho de uma espada, cravadas nas pedras de fogo da Montanha Secreta? Falar-lhe do que está gravado no cetro do Imperador de Além-Mar? Se alguém conhece tão bem quanto eu o poder mágico a que o Imperador sujeitou Nárnia desde o princípio dos tempos, esse alguém é você. Sabe que todo traidor, pela lei, é presa minha, e que tenho direito de matá-lo! […]. Essa criatura humana me pertence. A vida dela me pertence. Tenho direito ao seu sangue (LEWIS, 2007, p.165).

Aslam, então, resolve sacrificar-se no lugar de Edmundo. Ele negocia com a Feiticeira
para que pudesse morrer no lugar de Edmundo. Após uma conversa particular com a
Feiticeira, Aslam acalma os demais habitantes de Nárnia:

– Venham todos. Tudo resolvido. Ela renunciou ao direito que tinha ao sangue de Edmundo (LEWIS, 2007, p.166).

Fica claro em Nárnia que o direito deve ser válido, respeitado e observado. Ou seja, quando o direito não é obedecido, a sociedade se desintegra. Caso a lei da Magia Profunda, inscrita na Mesa de Pedra, não fosse cumprida, e Edmundo permanecesse vivo, toda a terra de Nárnia seria destruída com “fogo e água”. A lei deveria ser cumprida, caso contrário tudo entraria em colapso, o mundo caminharia para o caos.

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Contudo, o leão Aslam ressuscita. A ressurreição ocorreu devido a uma lei chamada Magia Ainda Mais Profunda, que era mais antiga que a lei da Magia Profunda. A Magia Ainda Mais Profunda estabeleceu que um inocente que morresse no lugar de um condenado, iria ressuscitar. Aslam explica a sua ressurreição para as meninas Lúcia e Susana:

– A feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio. Saberia que, se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás (LEWIS, 2007, p.174-175).

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A moral tem como idéia e valor central o conceito de bem, o que é considerado correto, como ter respeito para com o próximo, por exemplo. O direito se alimenta da moral, porque através dela que se pode chegar a uma harmônica convivência em sociedade. Se cada um fizer o que tiver vontade, não tem equilíbrio e nem controle algum, e a sociedade vira uma bagunça insustentável.

Ainda em Londres, antes de entrarem em Nárnia, as crianças estão longe de ser modelos morais. Pedro é um garoto indeciso que demora defender sua irmã Lúcia, e com a falta dos pais, tem dificuldades de assumir a liderança dos irmãos. Edmundo trai seus irmãos várias vezes, costuma ser muito desonesto e ambicioso, além da escravidão do vício mostrada na cena do manjar turco. Susana é mandona, e, por isso, um pouco grossa. Lúcia por ser a mais nova era muito inocente, não apresentava ainda desvios morais, mais no terceiro filme “A Viagem Do Peregrino Da Alvorada”, em sua adolescência têm inveja da beleza de Susana.

Nárnia prova ser a cura para todas essas falhas morais. Quando os quatro irmãos foram coroados reis de Nárnia, receberam novos nomes, que mostram a cura moral que receberam. Edmundo que antes era desonesto, passa a ser “O Justo”. Pedro que antes era indeciso passa a ser “O Magnífico”, ou seja, um grande Rei, que sabe tomar decisões. Susana que antes era mandona e um pouco grossa, passa a ser “A gentil”. E Lúcia foi aprimorada na qualidade que já possuía como “A destemida”, e no terceiro filme é corrigida por Aslam com relação à inveja da beleza de Susana.

A cura em Nárnia ocorre através do método de crescimento moral conforme ensinado pela filosofia clássica. Segundo Aristóteles, Aquino e outros defensores da imagem clássica, o crescimento moral requer três coisas: primeiro, precisamos aprender como o mundo moral funciona; precisamos de instrução. As crianças, antes de conhecerem Nárnia, nem sequer reconheciam suas próprias falhas. Edmundo, por exemplo, somente em Nárnia viu que a maneira como agia era errada e vergonhosa. Depois, precisamos de modelos de virtude que nos mostrem como ser moralmente bons; precisamos de exemplos dignos de imitação. E, por fim, precisamos fazer o que é certo repetidas vezes, mesmo que seja difícil; precisamos de habituação.

De acordo com Davis, em “Nárnia, as crianças recebem os três ingredientes” (IRWIN, 2006, p.114). Lewis aplica em sua obra os conceitos propostos pela filosofia clássica: As criaturas de Nárnia instruem constantemente as crianças, enquanto Aslam é o exemplo a ser imitado. As crianças aprendem se comportar corretamente, imitam Aslam e crescem moralmente. Após isso a vida em Nárnia se torna tão harmoniosa e agradável que os quatro irmãos crescem, chegando a fase adulta, e se esquecem completamente de Londres e de como chegaram até ali, de forma que só encontram o guarda-roupa por acaso.

Para quem conhece o Cristianismo é bem clara a semelhança de As Crônicas de Nárnia com a História de Jesus Cristo. Em As Crônicas de Nárnia, Lewis constrói uma espécie de parábola como forma de dizer o que pensa, sem correr grandes riscos, e ainda atingindo o público de forma bem ampla. Aslam é Jesus, que morreu por nós, os pecadores, e ressuscitou.  Em uma passagem do filme, Aslam diz para a Lúcia: “No seu mundo tenho outro nome, você precisa aprender a me reconhecer lá”.  E podemos ver claramente o impacto maravilhoso que ocorreu na vida das quatro crianças ao conhecerem o Aslam (Jesus). E assim como em Nárnia eles deveriam se tornar Reis por direito, Deus tem um plano em nossas vidas de nos moldar a imagem dEle e nos fazer reis e rainhas, tendo uma vida tão significativa e inimaginável a ponto de nos fazer esquecer as coisas passadas.

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Com amor,

Morgana.

E não sobrou nenhum – Agatha Christie

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Oláaaa queridos leitoreeees!!

Continuando a comemoração ao mês das mulheres, hoje eu trouxe uma resenha da minha escritora de romance policial favorita!

Editora: Globo

Autora: Agatha Christie, a rainha do crime, a mais famosa autora de romances policiais do mundo.

Gente, como é bom ler os livros da Agatha Christie! É muito divertido!

E não sobrou nenhum, também publicado como “O caso dos dez negrinhos”, trata do seguinte: dez pessoas que não se conhecem são convidadas para o mesmo lugar, uma ilha, chamada ilha do soldado, conhecida por seu antigo dono ter dado altas festas. Porém, o atual dono, conhecido apenas por U.N. Owen (uma brincadeira que a autora fez com a palavra “unknown”, desconhecido) ninguém nunca sequer havia visto. Mas como ele os convidou, enviando cartas, de forma atrativa e convincente todos se reuniram na ilha.

Em cada quarto onde se hospedaram havia um poema infantiu.

Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move; Um deles se engasgou, e então sobraram nove.

Nove soldadinhos acordados até tarde, mas nenhum está afoito; Um deles dormiu demais, e então sobraram oito.

Oito soldadinhos vão a Devon passear e comprar chiclete; Um não quis mais voltar, e então sobraram sete.

Sete soldadinhos vão rachar lenha, mais eis que um deles cortou-se ao meio, e então sobraram seis.

Seis soldadinhos com a colmeia, brincando com afinco, a abelha pica um, e então sobraram cinco.

Cinco soldadinhos vão ao tribunal, ver julgar o fato, um ficou em apuros e então sobraram quatro.

Quatro soldadinhos vão ao mar, um não teve vez, foi engolido pelo arenque defumado, e então sobraram três.

Três soldadinhos passeando no zoo, vendo leões e bois, o urso abraçou um, e então sobraram dois.

Dois soldadinhos brincando ao sol, sem medo algum, um deles se queimou e então sobrou só um.

Um soldadinho fica sozinho, só resta um; Ele se enforcou.

E não sobrou nenhum.

Nenhum dos hospedes entendeu o que esse poema queria dizer. Até que tocou uma fita em todos os quartos que acusava cada um por crimes que, até então, eles pensavam que ninguém sabia, e por isso, tinham ficado impunes. A partir desse momento todos perceberam que tinham algo em comum, e que em razão disso tinham sido reunidos naquela ilha.

E então, mortes começaram a acontecer misteriosamente e o medo se instalou beirando a loucura.

“Pensou consigo:

‘É horrível – exatamente como nós aqui esta noite…’ Porque motivo Anthony Marston desejara morrer?

Ela não queria morrer.

Não podia conceber a ideia de querer morrer…

A morte era para – outras pessoas…”

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Um livro com muito suspense e alguns traços de terror. Personagens muito bem elaborados, dentre eles um juiz, um médico, uma babá e uma religiosa. E assim, além de um enredo totalmente envolvente, traz algumas críticas e reflexões muito interessantes, como a moral, o medo da morte e o verdadeiro sentido da vida.

Photos credit: Monique Lemos.

Depois me contem o que acharam nos comentários.

Beeeeijos,

Morgana.

Orgulho e Preconceito

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Oláaaaa queridos leitores!!! Março é o mês das mulheres e em comemoração, trarei resenhas de livros das minhas escritoras favoritas. ♥♥

Vamos começar com esse romance de época maravilhoso!

Editora: Martin Claret

Autora: Jane Austen (1775-1817), um dos nomes de maior prestígio da literatura inglesa, começou a manifestar talento para as letras ainda na adolescência. Seus romances descrevem, com notável argúcia e sutil ironia, a sociedade rural inglesa de seu tempo, por meio do entrelaçamento de personagens e sentimentos da vida comum.

Orgulho e Preconceito é a envolvente história de Fitzwilliam Darcy e Elizabeth Bennet, os quais, à primeira vista não têm uma boa opinião um do outro, mas, no desenvolvimento do enredo, acabam descobrindo que estavam totalmente enganados. Uma curiosidade é que First Impressions, “Primeiras Impressões”, foi o título originalmente dado por Jane Austen a esta obra.

Quando eu assisti o filme “Orgulho e Preconceito” virei fã da Jane Austen. E se o filme é maravilhoso, imagina o livro que é bem mais rico em detalhes?! Não tem como não se apaixonar pelo Sr. Darcy. (Cuidado para não ficar igual a personagem do filme Austenland rsrs)

A história se passa no ano de 1813, numa época em que ter cinco filhas não era nada fácil. As condições financeiras da família não eram favoráveis. Consistiam os bens do Sr. Bennet quase inteiramente numa propriedade de duas mil libras de rendimento por ano, que estava vinculada, na falta de um herdeiro varão, a um parente distante, o Sr. Collins. E, por isso, A Sra. Bennet sofria dos nervos de tanto enlouquecer-se para arranjar bons casamentos para as suas filhas. Enquanto isso o Sr. Bennet se refugiava em sua biblioteca.

As mais jovens da família Catherine e Lydia tinham as cabecinhas mais vazias do que a das irmãs, eram loucas pelos oficiais da guarda nacional. Mary era uma mocinha profundamente reflexiva, que lia grandes livros e fazia resumo deles. Kitty não era discreta quando tossia e tossia muito. Elizabeth e Jane eram as mais velhas e também consideradas como as mais bonitas. Mas na família não havia o costume de casar as mais velhas primeiro.

O Sr. Bingley era o pretendente mais requisitado devido a sua grande fortuna. Já o seu amigo Sr. Darcy, apesar de também ser riquíssimo, aparentava ser orgulhoso e arrogante. O que a Elizabeth jamais suportaria.

Jane tinha o temperamento doce igual ao do Sr. Bingley e, por isso, logo se apaixonaram um pelo outro. Mas haviam dois problemas: as diferenças de família e a dificuldade de Jane de mostrar claramente os seus sentimentos. (Confesso que me identifiquei com a Jane nessa parte rsrs)

Amei todo o desenrolar e mais ainda o final dessa história. Se você ainda não leu ou assistiu o filme se prepare para ler e reler, assistir e reassistir.

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Photos credit: Monique Lemos.

Beeeijos,

Com amor,

Morgana.

Livro: Para Sempre

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Autores: Kim e Krickitt Carpenter, que moram em Farmington, no estado do Novo México. A história do casal já apareceu em várias revistas, jornais, programas de TV e também inspirou o filme Para sempre.

Editora: Novo Conceito

Para sempre é uma história verdadeira sobre a reconstrução de um casamento depois de um evento traumático que poderia ter feito a maioria das outras pessoas desistir, mas que para eles foi a chance de um novo começo.

O livro nos conta a história real que inspirou o filme. E a história verdadeira é ainda mais emocionante! Kim Carpenter nos dá um grande exemplo de como devemos encarar o compromisso do casamento, apesar de todas as adversidades.

A forma como se conheceram foi bem diferente do filme. Kim era treinador de beisebol  de um time de Las Vegas no Novo México e resolveu encomendar jaquetas esportivas para ele e os seus assistentes. Então ligou para a loja em que a Krickitt trabalhava, na Califórnia, e imediatamente se apaixonou pela voz e gentileza dela. Ligou várias outras vezes até que ela lhe passou o número do seu apartamento. Depois de alguns meses de amizade ela lhe escreveu perguntando sobre a sua vida espiritual.

“Você disse que eu posso perguntar qualquer coisa a você, então preciso ser honesta, Kimmer. Tenho muita fé, quero dizer, a fé e o cristianismo são importantes para mim. Não me vejo tendo um relacionamento de verdade com uma pessoa que não crê.”(p.16)

Sua fé era sua vida, e por isso tinha que esclarecer suas dúvidas sobre a vida espiritual dele antes que pudessem ter um relacionamento. Ambos eram cristãos.  Ele tinha 14 anos quando percebeu que podia ser um cristão e ainda, assim, ser um garoto normal. E ela entendeu o cristianismo ao ler um livrinho chamado As Quatro Leis Espirituais.

Eles conversaram bastante tempo por telefone, depois por cartas e somente um ano depois viram fotos um do outro. Quando finalmente se encontraram pessoalmente, concluíram que realmente eram compatíveis e apaixonados um pelo outro. E com apenas dez semanas de casados, quando estavam viajando para passar o fim de semana de Ação de Graças na casa dos pais de Krickitt, sofreram um terrível acidente de carro, que provocou um ferimento sério na cabeça de Krickitt, deixando-a em coma por várias semanas. Quando despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não se lembrava mais do marido.

Mesmo com o grave acidente e a difícil recuperação o relacionamento de Krickitt com Deus permaneceu firme e forme, como provam os seus diários. E Kim ferozmente honrou os seus votos, que fez à esposa diante de Deus.

“Prometo defender o nosso amor e estimá-lo acima de qualquer coisa. Prometo ser compreensivo, tolerante e paciente. Prometo cuidar de cada uma das suas necessidades. Prometo respeitá-la e amá-la completamente. Acima de tudo, prometo que, não importam quais adversidades nós tenhamos que enfrentar, eu nunca me esquecerei dos votos que fiz: protegê-la, guiá-la e cuidar de você, até que a morte nos separe…” (p.123)

Bom, chega de spoiler rsrs. Façam uma boa leitura dessa linda história real, rica de ensinamentos e fortes emoções.

Com amor,

Morgana.