Os Crimes cometidos por Regina George em Meninas Malvadas

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filme ‘Meninas Malvadas’ Foto:Reprodução/Paramount

Oláaaa queridos leitoreees! ♥♥♥♥♥

Um dos meus filmes favoritos que amo reassistir mil vezes é Meninas Malvadas. Uma comédia adolescente tão bem elaborada que faz sucesso até hoje, depois de 15 anos que estreou.

Estrelado pela Lindsay Lohan, o filme traz uma jovem, Cady, que acabou de se mudar para Chicago vinda da África, onde morava com os pais, e estudava em casa com eles.

Estudando pela primeira vez num colégio no Ensino Médio, Cady conhece as meninas malvadas e claro se torna o alvo da vilã mais icônica Regina George, vivida por Rachel McAdams.

Mas, de todas as maldades que a Regina fez você sabe quais crimes ela pode ter cometido?

Confira, abaixo, os crimes cometidos por Regina George.

1. Lesão corporal

A garota da foto conta no filme que a Regina George deu um soco na cara dela. E mesmo que ela tenho gostado, isso se caracteriza como Lesão corporal, tipificado no artigo 129, caput, do Código Penal, cuja pena de detenção é de 3 meses a 1 ano. A lesão foi de natureza leve e não grave, já que não se enquadra nas hipóteses do § 1.º e §2.º do art. 129 do Código Penal. E para que a Regina pudesse responder pelo crime a vítima teria que fazer uma representação contra ela.

2. Trote telefônico

Ao ver o ex da amiga Gretchen, Jason, com Taylor, Regina não ficou nada satisfeita e passou um trote para a mãe da garota, fingindo ser de uma clínica dando a entender que sua filha estaria grávida, levando a mãe da menina a desmaiar do outro lado da linha, podendo acontecer até coisa pior.

Via de regra, passar trote telefônico é uma infração penal em todas as situações, havendo significativas distinções dependendo do trote realizado e do destinatário da ligação. O ato pode ser considerado desde uma contravenção, até um crime efetivamente, o que apresenta resultados diferentes no que diz respeito à pena e ao tipo de privação de liberdades e/ou direitos.

Nesse caso foi um trote particular (aqueles realizados para números de telefone privados, como residências, que não agirão em função do telefonema). Os trotes particulares não possuem conduta penal prevista especificamente para eles, mas enquadram-se no decreto-lei 3.688, de 1941, que define em seu artigo 65 o caráter de contravenção penal para a perturbação da tranquilidade alheia por motivo reprovável.

Nestes casos, define-se pena de prisão simples de, no máximo, dois meses, além de medidas restritivas de direito, ao invés das penas restritivas de liberdade em sistema de prisão simples (sem contato com os reclusos e detentos comuns).

3. Difamação – A mentira sobre a Janis

Regina, que era amiga da Janis na oitava série, inventou que ela era lésbica e espalhou isso para a escola toda, o que a feriu profundamente, tanto que ela passou a odiar a Regina e também nem queria tocar nesse assunto com a Cady.

Isso configura a Difamação, que está disposto no artigo 139 do Código Penal, que diz:  Difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. Pena de detenção, de 3 meses a 1 ano, e multa.

A difamação é a famosa “fofoca”, que se consuma quando a difamação chega ao conhecimento de outrem que não a vítima. A finalidade é denegrir a reputação de outrem.

4. Injúria – Chamar a Karen de burra e a Gretchen de feia

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A Regina também cometeu o crime de injúria, disposto no artigo 140 do código Penal, que diz: Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou decoro, quando ela chamou a Karen de burra gritando e também quando chamou a Gretchen de feia e ainda disse que ninguém votaria na amiga para ser rainha do baile da escola.

A Injúria é basicamente um “xingamento”, que se consuma quando a  própria vítima toma o conhecimento e é somente de honra subjetiva.

Pena de detenção, de 1 a 6 meses, ou multa.

5. Forjar provas – Colocar o próprio nome no Burn Book 

Regina, para se vingar da Cady, escreve o seu próprio nome no Burn Book, forjando assim, a prova da sua inocência.

A prova comprovadamente falsa não é admitida no processo penal. Cabe, portanto, à parte interessada suscitar a falsidade com o escopo de excluir a prova falsa do acervo probatório dos autos.

Nesse caso poderia ser solicitado um exame pericial para atestar que a letra é da própria Regina.

6. Espalhar o Burn Book pela escola e Causar tumulto 

Ao espalhar o Burn Book pela escola, Regina cometeu o crime de difamação e injúria por dar publicidade aos atos, conforme o parágrafo único do artigo 142 do Código Penal.

O ato causou uma verdadeira guerra entre as meninas do colégio. E, por isso, Regina praticou ato capaz de produzir pânico ou tumulto, disposto na Lei de Contravenções Penais em seu Art. 41. Provocar alarme, anunciando desastre ou perigo inexistente, ou praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto: Pena – prisão simples, de quinze dias a seis meses, ou multa.

Bom, esses foram os crimes cometidos pela Regina George. Ela pode até ter ficado impune juridicamente desses delitos, mas acabou sendo atropelada por um ônibus!

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Mas ainda bem que ela sobreviveu e se recuperou, porque pode canalizar toda a sua raiva nos esportes hahahaha. Amo ela. ♥♥♥

Beeeijos,

Morgana.

Minha formatura – Direito ⚖️🎓

Oláaa queridos leitores!!! Volteeei Como vocês estão?
Quem acompanha o blog há algum tempo sabe da minha trajetória com o curso de Direito (Por que eu escolhi Direito; O Direito e a moral em as Crônicas de Nárnia; Filme Uma Questão de Tempo e os Efeitos Ex tunc e Ex nunc ).
E hoje eu venho mostrar para vocês como foi a minha formatura!

A make foi feita pela minha amiga Watila Sampaio, confiram o trabalho maravilhoso dela no insta @ateliewatilasampaio

O penteado foi feito por mim e os cachos pela minha prima, confira:

A colação de grau foi no auditório do CUÍCA – UFT. Foi tudo muito lindo, a decoração mais deslumbrante e a emoção enormeee!

A comemoração foi logo após a colação de grau, em minha casa. Toda a decoração e cada detalhe foram feitos pelas minhas irmãs. Já fica a dica para você que não tem condições de participar do tradicional Baile de formatura.

Esse bolo personalizado super fofo estava ma-ra-vi-lho-sooo!!! Sabor leite ninho, morango e chocolate. ♥

Os mini códigos das minhas matérias preferidas na faculdade. ♥

Lembrancinhas feitas a mão com muito capricho. ♥

Meu coração não poderia estar mais grato e feliz nesse momento!
Ao lembrar de como tudo começou, desde o primeiro dia de aula, as amizades maravilhosas que fiz, os estágios, cada pessoa que conheci por meio deles, todos os aprendizados, vejo o grande carinho e cuidado de Deus na minha vida, pois quando eu não sabia que caminho trilhar Ele, que me conhece tão bem, me orientou a fazer esse curso, o qual tanto me identifico e amo!

Obrigada Deus, o Senhor é incrível! Vencer esse caminho percorrido é um sentimento inexplicável. É realmente a realização de um sonho. As dificuldades foram ultrapassadas com muita determinação e se agora sinto a alegria da vitória é porque lutar não foi em vão.

É de lutas e conquistas que a vida é feita, e sem as lutas as conquistas não tem sentido algum. Foram cinco anos mais que essenciais na minha vida, que serão a base para construir o futuro que vem a seguir, assim como a minha família foi a base que me permitiu alcançar essa conquista.

Agradeço muito a toda a minha família, por todo o apoio e cada palavra de incentivo, as minhas irmãs por esta festa linda, ao meu pai por sempre pedir a Deus que me abençoe e me guarde no início de cada dia, a minha mãe por cada oração para que eu me saísse bem nas provas e trabalhos. Agradeço aos meus amigos parceiros de luta que estiveram comigo em todos os momentos, tornando essa caminhada mais leve e divertida e a todos que me ajudaram da maneira mais singela. Amo vocês demais!
Com amor,
Morgana.

Filme Uma Questão de Tempo e os efeitos Ex tunc e Ex nunc

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Oláaaa queridos leitores! ❤

Venho por meio deste post lhes informar que teremos aqui no blog uma invasão jurídica, pois estou naquela fase de estudar pra OAB hahaha.

O filme Uma Questão de Tempo é sobre um jovem, chamado Tim,  que ao completar 21 anos é surpreendido por seu pai com a notícia de que pertence a uma linhagem de viajantes no tempo. Ou seja, todos os homens da família conseguem viajar para o passado, mas não para o futuro, bastando apenas ir para um local escuro e pensar na época e no local para onde deseja ir. Tim a princípio fica sem acreditar que isso possa realmente acontecer, mas se empolga com esse poder ao ver que seu pai não está mentindo. Então, sua primeira decisão é usar esta capacidade para conseguir uma namorada.

É quando conhece Mary, por quem se apaixona. No entanto, um imprevisto profissional só poderá ser resolvido se ele fizer uso do seu poder e retornar até alguns dias atrás. Feito isso, a garota dos seus sonhos desaparece de sua vida.

Da mesma forma que a interferência de Tim no passado apagou da história o dia que conheceu a garota dos seus sonhos como se nunca houvesse existido, são os Efeitos ex tunc.

Ex tunc é uma expressão em latim que significa “desde o início”, que é usada quando algo precisa retroagir no tempo, ou seja, agir no passado, “voltar” ao passado e mudar algo lá, como por exemplo quando uma lei já em vigor é declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal através da via concentrada (ou abstrata) de controle de constitucionalidade, declaração que tem por escopo “apagar da história” a lei e todos seus efeitos, como se esta nunca tivesse existido.

Mas podemos dizer que Mary acabou sendo considerado “constitucional” e por isso continuou em vigor, pois com muito custo Tim consegue reencontrá-la.

Tim se casa com Mary e se torna pai de Posy, uma linda menininha. Porém, Kit Kat , irmã problemática de Tim, sofre um acidente de carro e instintivamente, tim volta no tempo para evitar o desastre. Ao retornar para o presente, Tim se depara não com Posy, mas com uma criança completamente diferente. “A cada vez que você modificar alguma coisa no passado, terá um filho diferente“, diz seu pai.

Ex nunc é uma expressão em latim que significa “de agora em diante”, sendo usada, por exemplo, na regra geral da irretroatividade da lei, verificada quando uma nova lei entra em vigor para ser aplicada somente aos casos que ocorram após o momento em que entra em vigor.

Cada vez que Tim volta no tempo anterior ao nascimento de sua filha ele contribui para estabelecer uma nova realidade baseada em novos eventos. Quando Tim salvou sua irmã do acidente, uma nova realidade “entrou em vigor” e pôs fim, daquele momento em diante, ao nascimento de sua filha Posy. Efeitos ex nunc.

Essa situação gera um grande conflito em Tim: salvo minha irmã e me acostumo com um filho diferente ou tenho Posy de volta e Kit Kat sofre o acidente? Calma, eu não vou contar o filme todo, vai que alguém aqui ainda não assistiu hahahaha. Essa não é a última encruzilhada de Tim, ainda acontecem outras situações no filme, que o ensinam a analisar bem cada decisão a ser tomada. Afinal, alterando o passado ou não são sempre as decisões que decidem o destino.

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Com amor,

Morgana.

 

Direito e a Moral em As Crônicas de Nárnia

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Pensa em uma pessoa que ficou feliz, quando o professor de hermenêutica jurídica passou um trabalho sobre o direito e a moral em as Crônicas de Nárnia!! Logo eu que sou fã demais.  ♥

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C.S. Lewis – Clives Staples Lewis (1898 – 1963) foi professor de Literatura Medieval e Renascentista na Universidade de Cambridge e de Oxford. Sua obra As Crônicas de Nárnia, é uma série composta por sete livros, que se tornou uma das maiores referências da literatura infanto-juvenil de todos os tempos.

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A série é composta por: (1) O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, (2) Príncipe Caspian, (3) A Viagem no Peregrino da Alvorada, (4) Cadeira de Prata, (5) O Sobrinho do Mago, (6) O Cavalo e seu Menino, e (7) A Última Batalha. No entanto, esta ordem é feita a partir das publicações. Lewis propôs uma outra ordem depois – cronológica da história, sugerida por um de seus leitores mirins – com O Sobrinho do Mago iniciando a obra, seguido de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa; O Cavalo e seu Menino; O Príncipe Caspian; A Viagem do Peregrino da Alvorada; Cadeira de Prata e A Última batalha.

Para quem ainda não conhece a história segue o resumo, para que consiga entender a análise do Direito e a Moral. E quem já conhece pode pular para a análise, mais abaixo.

Em o livro “O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa” Lewis conta como quatro crianças (Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia), na época da Segunda Guerra Mundial, vão para a casa de um misterioso professor. Lá, brincando de esconde-esconde, a caçula Lúcia entra em um guarda-roupa e descobre “Nárnia”, uma terra de outra dimensão, habitada por seres fantásticos.

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Em Nárnia, Lúcia topa com um fauno, o Sr. Tumnus, à luz de um poste, que a convida para um chá em sua toca. O fauno conta várias histórias acerca de Nárnia para Lúcia, incluindo o feitiço da Feiticeira Branca, pelo qual é sempre inverno e nunca Natal. Embora todos os habitantes tivessem recebido a missão de denunciar todo e qualquer “Filho de Adão” ou “Filha de Eva” que por lá aparecesse, caso contrário seriam transformados em estátua de pedra, o fauno não consegue fazê-lo e traz Lúcia de volta ao mundo do outro lado do guarda-roupa.

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Lúcia, então, volta para seu mundo e percebe que seus irmãos estão no mesmo ponto da brincadeira. Ou seja, o tempo não havia passado na Terra. Para decepção de Lúcia, porém, nenhum dos irmãos acredita na sua história. Edmundo zomba de Lúcia, mas, no outro dia, seguindo a irmã, também acaba descobrindo Nárnia. Edmundo topa com a Feiticeira Branca, a Rainha de Nárnia, que lhe oferece um manjar turco com uma condição: Edmundo teria que trazer seus irmãos para Nárnia.

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No dia seguinte, todas as crianças acabam em Nárnia, após entrarem no guarda-roupa. Em Nárnia, os quatro são recebidos por um castor falante. Esse castor acolhe as crianças em sua casa e explica a antiga profecia de Nárnia: quando os quatro filhos de Eva ali chegassem, seria o sinal de que o leão Aslam estava chegando para resgatar o mundo de Nárnia de seu feitiço.

Logo depois, todos se dão conta do sumiço de Edmundo, e o castor deduz que ele foi ao encontro da feiticeira, determinando que todos partissem para a Mesa de Pedra. Edmundo chega ao castelo da Feiticeira e descobre vários seres de Nárnia petrificados pelo feitiço da Rainha. Ao descobrir que Edmundo não trouxe os irmãos nem as informações necessárias para evitar a chegada de Aslam, a feiticeira resolve usá-lo como refém e partir imediatamente para a Mesa de Pedra.

Nesse meio-tempo, as crianças e os castores encontram no meio do caminho seres mitológicos e o Papai Noel, que anuncia que Aslam está a caminho. A neve de Nárnia começa a derreter. As crianças, ao chegarem à Mesa de Pedra, encontram Aslam. O Leão convoca todos os narnianos para uma batalha contra as hostes da Feiticeira. Os narnianos conseguem libertar Edmundo.

A Feiticeira envia um recado à Aslam lembrando-o que, de acordo com a lei inscrita na Mesa de Pedra, ela tem direito ao sangue de todo traidor. Aslam negocia com a Feiticeira as condições para a salvação de Edmundo.

Aslam, então, morre no lugar de Edmundo e cumpre a lei de Nárnia. As meninas Lúcia e Susana, no entanto, testemunham a ressurreição de Aslam e a quebra da Mesa de Pedra, pois uma lei mais antiga – que foi esquecida pela Rainha – estabeleceu que todo aquele que morresse no lugar de um inocente iria ressuscitar.

Aslam vai ao castelo da Feiticeira, onde Pedro lidera a batalha contra as hostes da Feiticeira. Com o reforço de Aslam, os narnianos derrotam as forças do mal, e as estátuas voltam à vida. Edmundo é perdoado por todos. Uma grande festa encerra a história com a coroação dos quatro meninos como reis e rainhas de Nárnia. Passados vários anos em Nárnia, as crianças tornam-se adultas e por acaso encontram novamente o guarda-roupa pelo qual tinham ingressado em Nárnia. Elas retornam ao seu mundo de origem e descobrem que o tempo não havia passado. Eram crianças novamente.

Análise:

Em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, Lewis critica o secularismo moderno. Quando as crianças visitam pela primeira vez a casa do professor, todos, exceto Lúcia, têm um preconceito contra qualquer possibilidade que transcenda a experiência do dia-a-dia. Quando Lúcia afirma ter encontrado outro mundo através do fundo de um guarda roupa, todos logo imaginam que esteja mentindo ou louca. Acham que só existem essas duas possibilidades, embora todas as evidências contradigam ambas (Lúcia é muito honesta e sempre coerente). Eles não levam à sério uma terceira possibilidade, a de que Lúcia esteja dizendo a verdade, pois, diante de sua filosofia, uma coisa assim não poderia existir.

C.S. Lewis apresenta uma ordem jurídica simples em As Crônicas de Nárnia. Essa ordem é regida pela Magia Profunda, a “lei de Nárnia”. Essa lei tem importância central na narrativa, uma vez que conduz o principal acontecimento no livro O Leão, a feiticeira e o guarda-roupa: o sacrifício de Aslam.

Edmundo trai seus irmãos e acaba nas garras da Feiticeira, que o aprisiona. Edmundo, contudo, acaba sendo libertado. A Feiticeira, então, lembra o leão Aslam da lei antiga que lhe dava o direito sobre o sangue de todos os que cometessem uma traição em Nárnia. E, em Nárnia, a traição deveria ser paga com a própria vida:

– Há um traidor aqui, Aslam! – declarou a feiticeira.
– Não foi bem a você que ele ofendeu – disse Aslam.
– Já se esqueceu da Magia Profunda? – perguntou a feiticeira.
– Digamos que sim – replicou Aslam, solenemente. – Fale-nos da Magia Profunda.
– Falar-lhe da Magia Profunda?! Eu?! – disse a feiticeira, numa voz ainda mais aguda. – Falar-lhe do que está escrito nessa Mesa de Pedra aí ao lado? Falar-lhe do que está
escrito em letras do tamanho de uma espada, cravadas nas pedras de fogo da Montanha Secreta? Falar-lhe do que está gravado no cetro do Imperador de Além-Mar? Se alguém conhece tão bem quanto eu o poder mágico a que o Imperador sujeitou Nárnia desde o princípio dos tempos, esse alguém é você. Sabe que todo traidor, pela lei, é presa minha, e que tenho direito de matá-lo! […]. Essa criatura humana me pertence. A vida dela me pertence. Tenho direito ao seu sangue (LEWIS, 2007, p.165).

Aslam, então, resolve sacrificar-se no lugar de Edmundo. Ele negocia com a Feiticeira
para que pudesse morrer no lugar de Edmundo. Após uma conversa particular com a
Feiticeira, Aslam acalma os demais habitantes de Nárnia:

– Venham todos. Tudo resolvido. Ela renunciou ao direito que tinha ao sangue de Edmundo (LEWIS, 2007, p.166).

Fica claro em Nárnia que o direito deve ser válido, respeitado e observado. Ou seja, quando o direito não é obedecido, a sociedade se desintegra. Caso a lei da Magia Profunda, inscrita na Mesa de Pedra, não fosse cumprida, e Edmundo permanecesse vivo, toda a terra de Nárnia seria destruída com “fogo e água”. A lei deveria ser cumprida, caso contrário tudo entraria em colapso, o mundo caminharia para o caos.

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Contudo, o leão Aslam ressuscita. A ressurreição ocorreu devido a uma lei chamada Magia Ainda Mais Profunda, que era mais antiga que a lei da Magia Profunda. A Magia Ainda Mais Profunda estabeleceu que um inocente que morresse no lugar de um condenado, iria ressuscitar. Aslam explica a sua ressurreição para as meninas Lúcia e Susana:

– A feiticeira pode conhecer a Magia Profunda, mas não sabe que há outra magia ainda mais profunda. O que ela sabe não vai além da aurora do tempo. Mas, se tivesse sido capaz de ver um pouco mais longe, de penetrar na escuridão e no silêncio que reinam antes da aurora do tempo, teria aprendido outro sortilégio. Saberia que, se uma vítima voluntária, inocente de traição, fosse executada no lugar de um traidor, a mesa estalaria e a própria morte começaria a andar para trás (LEWIS, 2007, p.174-175).

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A moral tem como idéia e valor central o conceito de bem, o que é considerado correto, como ter respeito para com o próximo, por exemplo. O direito se alimenta da moral, porque através dela que se pode chegar a uma harmônica convivência em sociedade. Se cada um fizer o que tiver vontade, não tem equilíbrio e nem controle algum, e a sociedade vira uma bagunça insustentável.

Ainda em Londres, antes de entrarem em Nárnia, as crianças estão longe de ser modelos morais. Pedro é um garoto indeciso que demora defender sua irmã Lúcia, e com a falta dos pais, tem dificuldades de assumir a liderança dos irmãos. Edmundo trai seus irmãos várias vezes, costuma ser muito desonesto e ambicioso, além da escravidão do vício mostrada na cena do manjar turco. Susana é mandona, e, por isso, um pouco grossa. Lúcia por ser a mais nova era muito inocente, não apresentava ainda desvios morais, mais no terceiro filme “A Viagem Do Peregrino Da Alvorada”, em sua adolescência têm inveja da beleza de Susana.

Nárnia prova ser a cura para todas essas falhas morais. Quando os quatro irmãos foram coroados reis de Nárnia, receberam novos nomes, que mostram a cura moral que receberam. Edmundo que antes era desonesto, passa a ser “O Justo”. Pedro que antes era indeciso passa a ser “O Magnífico”, ou seja, um grande Rei, que sabe tomar decisões. Susana que antes era mandona e um pouco grossa, passa a ser “A gentil”. E Lúcia foi aprimorada na qualidade que já possuía como “A destemida”, e no terceiro filme é corrigida por Aslam com relação à inveja da beleza de Susana.

A cura em Nárnia ocorre através do método de crescimento moral conforme ensinado pela filosofia clássica. Segundo Aristóteles, Aquino e outros defensores da imagem clássica, o crescimento moral requer três coisas: primeiro, precisamos aprender como o mundo moral funciona; precisamos de instrução. As crianças, antes de conhecerem Nárnia, nem sequer reconheciam suas próprias falhas. Edmundo, por exemplo, somente em Nárnia viu que a maneira como agia era errada e vergonhosa. Depois, precisamos de modelos de virtude que nos mostrem como ser moralmente bons; precisamos de exemplos dignos de imitação. E, por fim, precisamos fazer o que é certo repetidas vezes, mesmo que seja difícil; precisamos de habituação.

De acordo com Davis, em “Nárnia, as crianças recebem os três ingredientes” (IRWIN, 2006, p.114). Lewis aplica em sua obra os conceitos propostos pela filosofia clássica: As criaturas de Nárnia instruem constantemente as crianças, enquanto Aslam é o exemplo a ser imitado. As crianças aprendem se comportar corretamente, imitam Aslam e crescem moralmente. Após isso a vida em Nárnia se torna tão harmoniosa e agradável que os quatro irmãos crescem, chegando a fase adulta, e se esquecem completamente de Londres e de como chegaram até ali, de forma que só encontram o guarda-roupa por acaso.

Para quem conhece o Cristianismo é bem clara a semelhança de As Crônicas de Nárnia com a História de Jesus Cristo. Em As Crônicas de Nárnia, Lewis constrói uma espécie de parábola como forma de dizer o que pensa, sem correr grandes riscos, e ainda atingindo o público de forma bem ampla. Aslam é Jesus, que morreu por nós, os pecadores, e ressuscitou.  Em uma passagem do filme, Aslam diz para a Lúcia: “No seu mundo tenho outro nome, você precisa aprender a me reconhecer lá”.  E podemos ver claramente o impacto maravilhoso que ocorreu na vida das quatro crianças ao conhecerem o Aslam (Jesus). E assim como em Nárnia eles deveriam se tornar Reis por direito, Deus tem um plano em nossas vidas de nos moldar a imagem dEle e nos fazer reis e rainhas, tendo uma vida tão significativa e inimaginável a ponto de nos fazer esquecer as coisas passadas.

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Com amor,

Morgana.

Por que eu escolhi Direito?

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Oláaa queridos leitoreees!! ♥♥

Estive ausente no mês de julho, porque precisava tirar umas férias de tudo. Maaas estou de volta, renovada e fortalecida. Graças a Deus! \o/ E hoje vou contar para vocês o motivo de eu ter escolhido cursar Direito.

Quando eu era pequena queria ser médica pediatra. Eu era fascinada pelas roupas brancas e pelos bebês. Mas no meu aniversário de nove anos ganhei da minha vizinha o meu primeiro cachorro, era um poodle muito lindo (e bravo também rsrs), que dei o nome de Spike. Fiquei tão empolgada que mudei de ideia e decidi que ia ser médica veterinária. Porém, na minha adolescência eu assistia tanto aqueles programas do canal Discovery Home & Health (Enigmas da medicina, Um bebê por minuto, Eu não sabia que estava grávida, Diagnóstico X), que voltei a querer ser pediatra.

No ensino médio eu percebi que não levava nem um pouquinho de jeito para a área da saúde, por mais que eu admirasse não me via mais trabalhando com isso. E comecei a pensar em fazer Jornalismo, porque eu e mais duas amigas fizemos uma revista para um trabalho de português e foi muito divertido.  Eu sempre gostei de ler e escrever, sempre tive diários, agendas e lia muitos livros desde criança, mas isso era uma diversão para mim, nunca tinha pensado nisso como uma profissão. Porém, quando pesquisei bem sobre a profissão de jornalista não me identifiquei, e voltei a estaca zero, não sabia que curso fazer. Me encontrei nesse situação justamente no último ano do ensino médio, ano em que eu já devia estar muito bem decidida do que fazer.

Foi então que eu pedi a orientação de Deus. Um pouco tarde né? Ainda bem que ainda deu tempo. Por isso é tão importante desde cedo perguntar a Deus qual o propósito dEle para as nossas vidas, e não deixar para a hora do desespero. Também tem aqueles que não perguntam e acabam começando vários cursos sem concluir nenhum. Não deixe isso acontecer, coloque o seu futuro diante de Deus o quanto antes.

As inscrições para o vestibular já estavam abertas e eu não fazia ideia de qual curso me inscrever. Mas quando pedi a orientação de Deus, Ele de tão bondoso que é, falou ao meu coração claramente, no livro de Miquéias 6:8 (NTLH), que diz: “O Senhor já nos mostrou o que é bom, ele já disse o que exige de nós. O que ele quer é que façamos o que é direito, que amemos uns aos outros com dedicação e que vivamos em humilde obediência ao nosso Deus.” Como descrevi acima, eu nunca havia pensado em fazer direito antes, então não foi uma leitura tendenciosa, mas quando li esse versículo senti fortemente que era isso que Deus queria que eu fizesse. E comecei a pesquisar sobre o curso. Me identifiquei bastante, foi uma prova do quanto Deus me conhece. Não tem erro perguntar para Ele, afinal é o Criador que sabe o propósito da sua criatura.

O próximo desafio a enfrentar foi a concorrência, o curso de Direito era o segundo mais concorrido. E apesar de que eu estava estudando bastante, antes mesmo de saber que curso ia fazer, estava insegura, com medo. Então orei, disse para Deus o que estava sentindo e Ele falou comigo em Deuteronômio 28.13, que diz: “Se obedecerem fielmente a todos os mandamentos do Senhor Deus que hoje eu estou dando a vocês, ele fará com que fiquem no primeiro lugar entre as nações e não no último; e fará também com que a fama de vocês sempre cresça e nunca diminua.” e também em Salmos 33.16-22, que diz: ” Nenhum rei vence por ter um exército poderoso, nem os soldados conseguem a vitória por causa da sua força. Não são os cavalos de guerra que ganham a batalha; a sua grande força não pode salvar ninguém. É o Senhor Deus quem protege aqueles que o tememé ele quem guarda aqueles que confiam no seu amor. Ele os salva da morte e nos tempos de fome os conserva com vida. Nós pomos a nossa esperança em Deus, o Senhorele é a nossa ajuda e o nosso escudoO nosso coração se alegra por causa do que o Senhor tem feito; nós confiamos nele porque ele é santo. Ó Senhor Deus, que o teu amor nos acompanhe, pois nós pomos em ti a nossa esperança!” 

Então eu entendi que não precisava me preocupar, pois Deus estava comigo, Ele era tudo o que eu precisava e tranquilizei o meu coração. Hoje estou na metade do curso, me apaixonando cada dia mais. E toda vez que dou uma sumidinha daqui do blog, me perdoem, e saibam que provavelmente estou sendo consumida pelo mundo jurídico rsrs, porque o curso de Direito envolve muita muita leitura, dedicação e disciplina. E como aprendi com a minha chefe do estágio “Tudo que merece ser feito merece ser feito bem feito!”.

Beijooos,

Com muito amor,

Morgana.